terça-feira, 10 de novembro de 2015

NOVAS REGRAS DE APOSENTADORIA NÃO MUDAM PARA TRABALHADOR RURAL


A sanção da  Lei nº 13.183 pela presidente Dilma Rousseff, nesta quinta-feira (5), com novas regras para o Regime Geral de Previdência Social (RGPS), manteve o direito dos trabalhadores rurais à aposentadoria como segurados especiais aos 60 anos (homens) e 55 anos (mulheres). Eles podem continuar acessando a aposentadoria, mesmo sem ter cumprido a exigência feita ao trabalhador urbano, que deve contribuir com a Previdência por 30 anos (mulheres) e 35 anos (homens).

A aposentadoria rural especial é permitida para o agricultor familiar, o meeiro ou o campesino que arrenda até quatro módulos rurais, cujo tamanho varia conforme o município. Para se aposentar, o trabalhador rural precisa comprovar que atingiu a idade de aposentadoria realizando atividades no campo. 

A presidenta manteve a sugestão do Congresso Nacional para que o trabalhador do campo associado à cooperativa agropecuária ou de crédito rural possa acessar o benefício previdenciário, o que até então não estava regulamentado em lei. 

Dilma vetou, contudo, a sugestão do Congresso para que trabalhadores rurais em idade de aposentadoria com cargo de vereador ou de dirigente em cooperativa de crédito recebam o benefício previdenciário especial.  Na justificativa do veto, a presidenta argumentou que "poderia restar afastada a característica de economia familiar, intrínseca aos segurados especiais.”

Com isso, continua valendo a regra de contribuição ao RGPS por meio de pagamento da tributação exigida pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A regra também vale para quem tem outra fonte de renda além do trabalho no campo.

Fonte: Portal Brasil

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Vitimas da barbárie em Canudos: As prisioneiras

Foto de Flávio de Barros
Leitura imagética.


Quatrocentas prisioneiras, mulheres idosas, crianças e moças, todas elas com um mesmo sentimento: dor. Mal vestidas e sem um pingo de vaidade, aliás nada disso importava mais. Faltava batom em suas bocas assim como alimento. Seus cabelos emaranhados com a confusão. Em suas peles não haviam o cheiro da rosa, era o cheiro da perda e da dor que impregnava as suas roupas. Em suas unhas, sujeira, restos de uma guerra sangrenta, guerra essa que nunca teriam fim em suas memórias. Eram quatrocentas mulheres, todas elas com a alma despida. Donas de um olhar pesado, cansado, amedrontado, ferido. Donas da dor da perda. A perda de seu lar, de seus companheiros. Ali estavam mães sem seus filhos, filhos sem as suas mães. Famílias quebradas ao meio sem nenhuma piedade. As facas degolavam as suas almas e pouco a pouca a chacina acontecia no peito de cada uma. O que dizer daquelas crianças? Queria eu poder coloca-las em meus braços e faze-las esquecer de que o mundo as via como loucas só por sonhar. Todas elas assustadas e sem esperança de que o dia para eles poderiam raiar. As lágrimas lavavam os rostos dos pequenos, levando embora a pureza e a liberdade que um dia a elas pertenceu. E lá atrás podemos avistar soldados atordoados com o gemido das almas que ali se perderam.


Ana Clara, Canudos!

segunda-feira, 26 de outubro de 2015

Vereador Clóvis é demitido do cargo de professor por acumulação ilegal de cargos

A Comissão de Processo Disciplinar instituída pela Prefeitura de Quijingue no dia 17 de Junho para apurar a acumulação de cargos do vereador Clóvis Cavalcante da Silva, constatou que o mesmo ocupou de forma ilegal os cargos públicos de Professor e Técnico em Contabilidade, sendo que o mesmo já foi presidente da câmara além de ser vereador.

De  acordo com a publicação no diário oficial do município hoje dia 26 de outubro, o mesmo foi demitido  do cargo de professor, sendo lotado em Maceté.
 

É possível que o mesmo recorra na justiça, assim como pode avançar outros processos contra o vereador, como por exemplo um processo de improbidade administrativa onde pode ser ressarcido o erário público assim como ficar inelegível se assim a justiça julgar procedente.


Veja o decreto  AQUI


Fonte de informação diário oficial do município 

sexta-feira, 23 de outubro de 2015

Coletivos de Jovens promovem o projeto Culturando em Quijingue

I Culturando Wpp
No dia 07 de novembro (sábado), cerca de 100 jovens de Tucano, Euclides da Cunha e Quijingue que compõem o Coletivo Regional de Juventude e Participação Social (CRJPS) promoverão a primeira edição do Culturando na Praça – Versando Ideias, ação pública de interação social, arte e cultura.

O evento acontecerá na Praça Maria Bonita, centro de Quijngue, a partir das 19h, e será aberto ao público. Segundo a organização, a proposta é disponibilizar um espaço gratuito para apresentações livres de música, dança, artes visuais e literatura, dentre outras linguagens artísticas, reunindo público de diversas idades da cidade.

Além de o espaço ser aberto para a participação dos moradores – e este é o principal objetivo -, os jovens também levarão apresentações para mesclar com as intervenções da comunidade local.

A primeira edição do Culturando na Praça integra a programação de um encontro de intercâmbio e planejamento que os coletivos municipais das três cidades realizarão nos dias 07 e 08 de novembro. As atividades incluirão rodas de diálogo, troca de experiências, oficinas temáticas e intervenção de limpeza com instalação de lixeiras ecológicas e plantação de mudas de árvores em um açude da cidade.

Redação Portal Tucano

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

Estrutura no Centro da Praça desaba em Maceté


Praça José Alves de Oliveira, construída nos anos 90 na gestão do então prefeito de Quijingue e filho de Maceté, Floriano Francisco da Silva, a primeira a ser construída na comunidade sempre foi o centro de encontro da população nos dias de domingo, pois é o tradicional local da feira, onde as pessoas  se reúnem para curtição e lazer das crianças.

Diante desses 25 anos de construção da praça o que se coloca como inusitado é que nunca houve algum reparo por parte dos poder público, a estrutura totalmente precária, com rachaduras e escuridão é o que se via bastante. 

Pelo fato dos vários anos de abandono da mesma, recentemente aconteceu algo que em algum momento poderia ocorrer, parte da estrutura no centro da praça veio a desabar como demostra as fotos.

Diante desse novo e os velhos problemas a população fica esperar ações do poder público em possível reforma na praça.

Lembrando que a comunidade tem atualmente como representes o vice prefeito Cancão, a vereadora Célia e o vereador Clóvis, este como  figura de grande influência nas gestões passadas, ou seja, a comunidade tinha e tem força política suficiente para a reforma da praça caso houvesse  interesse dos representantes  e pressão popular.






terça-feira, 13 de outubro de 2015

Maceté ganhará a construção de 40 Cisternas


De acordo com informação divulgada na página da prefeitura no facebook, (atual meio de informação para a população) serão construídas em Maceté 40 cisternas. 


Segundo a população, o projeto das cisternas foi anunciado a tempos na comunidade pela Vereadora Célia, sendo que algumas pessoas já retiraram o barro do local onde será construído  e aguardavam  a chegada do projeto, pelo que foi informado na postagem não se sabe de fato quando iniciará em Maceté.

O projeto é uma  prefeitura de Quijingue com o Consisal, a Fatres e o Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Quijingue

Algumas outras comunidades também estarão sendo beneficiadas.



F. prefeitura( facebook)

sábado, 10 de outubro de 2015

Nono dígito em celular passa a valer na Bahia neste domingo, dia 11

A partir deste domingo (11), todos os números de celular do estado passarão a incorporar o nono dígito que também será 9 a frente do seu número, adquirindo o seguinte formato: 9xxxx-xxxx


Fique ligado.

quinta-feira, 8 de outubro de 2015

Cultura em Araci: Lançamento de exposição reconhecida internacionalmente

Para que o poder público possa investir em Cultura, em promoção das artes, na valorização dos nossos artistas, antes é preciso entender a importância da cultura para a sociedade, construindo um projeto político que coloque a Cultura com o grau de importância para a formação dos indivíduos, de suas identidades etc. Caso contrário, por falta de interesse político, talvez, nós quijinguenses continuemos a ficar atrás de outros municípios apenas derramando milhões nas festas de forma desorganizada.

Araci, Uauá e outros vizinhos nos mostra o quanto ainda somos medíocres na forma como o poder público se relaciona com a Cultura. 

Araci promove a EXPOSIÇÃO preto no branco

Do artista plástico Raimundo Carvalho

Realização: Secretaria de Cultura de Araci e Centro Cultural de Araci

Raimundo Carvalho é artista plástico autodidata, trabalha com pinturas, desenhos e esculturas com bases na Eco Arte. Baiano, natural de Biritinga, atualmente reside em Teofilândia. Já expôs nos Estados Unidos e Europa. Sua arte tem inspiração no Sertão do Sisal com suas Mulheres, suas Manifestações Culturais e o bioma Caatinga. 

É autor dos projetos A Poética do Feio, Mulheres - Caatinga, Mulheres Sertanejas e Caatinga -Um Fio que (ainda) Pulsa.


Inf. Pref. Araci

   






segunda-feira, 5 de outubro de 2015

CANUDOS: 118 ANOS DE LUTA E RESISTÊNCIA


















Por Bruno Maceté


No entardecer de 05 de outubro 1897, milhares de raivosos soldados comemoravam os efeitos causados pelo fogo que tudo destruía, era a barbárie perpetrada contra nossos irmãos em Canudos.

Hoje se completa 118 Anos  de um dos maiores massacres da história do país,  assim como um maiores exemplos de organização, luta, solidariedade e resistência do nosso povo.

Guiados pela fé na salvação divina e um sonho de vida digna nos sertões dos excluídos, milhares de camponeses se uniram a dezenas de outros de milhares para construíram uma utopia, viver longe do chicote dos coronéis e de um Estado opressor que nega-lhes direitos básicos como educação, moradia, emprego, e tantos outros ou seja:  a dignidade.

Liderados por Antônio Conselheiro, Canudos se tornou o centro das atenções das diversas esferas  da elite brasileira,  se prepararam, se organizaram para destruir a construção de sonhos de liberdade, dignidade e esperança.  Alias, é importante lembrar que essa é uma pratica comum do Estado brasileiro como força repressora  dos movimentos sociais formados pelas camadas inferiores, exemplos não faltam  na história para ilustrar essas afirmações, Canudos é apenas mais um momento onde a elite brasileira chama o Exercito como seu braço direito para atacar de forma criminosa uma parcela  despossuída de dignidade.

Relembrar e referenciar o massacre ocorrido em Canudos, não significa aplaudir os vencedores que os livros de história nos enaltece, mas, se faz importante para que não esqueçamos a história aguerrida de resistência do nosso povo, assim como não esquecer a divida histórica que o Estado e sociedade brasileira detém com as classes populares e em especial ao povo sertanejo e de Canudos.

Ainda hoje a luta pela sobrevivência do nosso povo se faz de forma aguerrida, assim como a raivosa elite se esbraveja quando se ensaia alguns poucos passos de avanços sociais, uma lição tiramos disso, só a nossa classe organizada e a luta diária nos levará ao verdadeiro progresso que a republica nos nega cotidianamente.

Canudos não se rendeu!

terça-feira, 29 de setembro de 2015

Quijingue: CAQTUS abre inscrições para seleção de estudantes

Foto de Kelly Pilissani.
Conselho Municipal de Assistência Estudantil - CMAE - torna pública a abertura de inscrições para o Processo Seletivo destinado a selecionar candidatos ao provimento de vagas para a Casa Quijinguense de Todos os Universitários e Secundaristas - CAQTUS -, na cidade de Feira de Santana-BA.
A Casa de Estudantes - CAQTUS - é a realização de um Projeto de Iniciativa Popular que:
Dotada de Estrutura básica, fornece hospedagem e alimentação aos estudantes selecionados com prazo máximo de permanência de 6 anos para os estudantes de curso de Ensino Superior e de 2 anos para os que cursam o Pré-Vestibular.
O Processo Seletivo destina-se ao preenchimento de 5 vagas a estudantes de graduação, pré-vestibulares e técnicos profissionalizantes residentes em Quijingue há pelo menos 2 anos, ter concluído o Ensino Médio, estar quite com obrigações eleitorais e militar e apresentar os documentos exigidos.
O período de inscrição será entre os dias 05 e 30 de Outubro/2015, das 8 horas às 14 horas, na Secretaria Municipal de Educação, situada à Rua Castro Alves, 461, Centro - Quijingue.
O Processo Seletivo para a CAQTUS será realizado em duas etapas, compostas por uma Redação e Avaliação Socioeconômica.
Mais informações, na Secretaria Municipal de Educação de Quijingue.



F- quijingue.com

terça-feira, 22 de setembro de 2015

118 ANOS HOJE DA MORTE DE ANTONIO CONSELHEIRO EM CANUDOS

Profº Manoel Neto

Há 118 anos falecia em pleno curso da Guerra de Canudos o beato Antônio Vicente Mendes Maciel - popularmente conhecido como Antônio Conselheiro, Bom Jesus Conselheiro e Antônio dos Mares - entre outras alcunhas que o tornavam íntimo no coração e na consciência do seu povo.

Nascido na Vila de Quixeramobim, na então Província do Ceará, no ano de 1830, filho de um pequeno comerciante e uma simples filha do povo conhecida como Maria Chana, o pequeno Antônio viveu uma infância comum dedicada aos estudos e aos divertimentos comuns a sua idade.


A morte prematura do pai transformou-o muito jovem em arrimo de família com encargo pesado de cuidar das irmãs menores e tocar o pequeno comércio que lhe deixara o genitor, Vicente Mendes Maciel. Por essa época casou-se com Brasilina Laurentina de Lima, casamento do qual lhe vieram filhas e a separação que lhe desarrumou profundamente a vida.


Os negócios claudicantes e a existência pessoal tumultuada não lhe arrefeceram o ânimo. Muda constantemente de cidade e profissão tentando prover seu sustento. Sem contato com a ex-mulher e as filhas, toma para sua companhia uma "santeira" cujo nome ilustra a profissão, posto que era conhecida como Joana Imaginária, ou seja, artesã de imagens. Com ela tem um filho batizado Joaquim Aprígio.


Formado na rigidez da fé católica, tal e qual como era professada à época, notadamente nos sertões esquecidos do Nordeste, onde a fala Divina chegava através de missionários franciscanos, capuchinhos e carmelitas, cujas palavras e sermões vinham sempre carregadas de previsões apocalípticas e castigos celestiais para os incréus, o jovem assíduo leitor da Bíblia e atento ouvinte dos missionários foi moldando o perfil do penitente que se formava gradualmente em seu espírito. Logo surge nos sertões cearenses aquele que muito anos mais tarde Euclides da Cunha denominou "anacoreta sombrio". Percorre caminhos, atalhos, veredas. Arrebanha acompanhantes e seguindo os ensinamentos do Padre mestre Ibiapina que sempre pregara a ação da fé para edificação de obras meritórias em favor dos necessitados, constrói aguadas, pequenos açudes, repara templos arruinados e ergue outros, fazendo da sua passagem por numerosas localidades um exemplo de trabalho e moralidade absoluta.


Em 1876 é preso em Itapicuru na Bahia, acusado de promover tumulto e agitar o povo. Conduzido a Salvador e, posteriormente a Fortaleza, é finalmente libertado tendo em conta da falsidade das acusações. Já era nesse tempo uma liderança reconhecida e respeitada, condição que se tornaria irreversível nas décadas seguintes. Assiste a queda da Monarquia e instauração da República, saúda a libertação dos escravos, registros encontráveis em suas Prédicas, manuscritos publicados anos depois pelo escritor Ataliba Nogueira no livro "Antônio Conselheiro e Canudos". Em 1893 fixa-se definitivamente em Canudos para onde se deslocara em maio do mesmo ano, após violento conflito no vilarejo de Maceté. 


Em 1896 os grandes latifundiários, a frente o Barão de Jeremoabo, a Igreja Católica e o estado aparelhado pelas classes dominantes se juntam para destruir o Arraial a beira do Rio Vaza Barris que crescera em população e importância, atraindo milhares de pessoas que fugiam dos latifúndios, da opressão exercida pelos coronéis e autoridades manietadas e submetidas ao Poder Oligárquico, em busca de terra para plantar, liberdade e livre exercício das suas crenças. Lá se reúnem negros, índios, homens, mulheres, velhos, crianças, camponeses, combatentes, vaqueiros, lavradores, enfim, gente do povo que tinha em comum a indiferença histórica dos governos regionais e do Poder Central.


Quatro Expedições militares foram necessárias para a destruição completa da cidade, que tombou sob forte artilharia, a língua do fogo e as cargas de baionetas e balas de fuzis e metralhadoras, no final dramático de 05 de outubro de 1897. Degola de prisioneiros, evisceramento de pessoas, rapto de crianças e jovens adolescentes entregues como prêmios a oficiais e soldados, mancharam de sangue e ignomínia o fardamento militar e a honra do Exército Brasileiro para sempre enodoada por esse crime imprescritível.
Morto antes do final dos combates e enterrado no Santuário existente no mesmo espaço da igreja Velha, vítima de ferimento produzido por estilhaços de granadas e outras complicações que o debilitaram, Antônio Conselheiro expirou assistido pelo respeito e admiração dos seus, entrando para a história como expressiva liderança das lutas populares do Brasil.

segunda-feira, 21 de setembro de 2015

Após polêmica, Acácio esclarece os motivos do cancelamento de show em Araci

Após ser duramente criticado nas redes sociais pelo cancelamento de um show na cidade de Araci no último sábado (19), o cantor Acácio o Ferinha resolveu divulgar uma nota de esclarecimento na tarde desta segunda-feira (21).
Ao contrário do que circulou nas redes sociais, segundo o Ferinha, o show não foi cancelado devido ao fato de apenas 300 ingressos terem sido vendidos, mas sim por falha do contratante no cumprimento de acordos firmados. “quero aqui pedir mil desculpas ao povo de Araci e dizer que fiz apenas um show nessa cidade maravilhosa e ficou marcado na minha história, agradeço muito o carinho de todos. Eu sou um artista como qualquer outro, todo show tem um combinado e uma responsabilidade, infelizmente o contratante não cumpriu com sua parte” disse.
“Ainda tentamos falar com o contratante a tarde inteira, porém ele sumiu, deveria ter prestado contas até no máximo 20:00h, mas só apareceu às 23:00h alegando que havia vendido poucos ingressos devido ao fato de estar chovendo muito na cidade, ainda pedi para que os ingressos fossem imediatamente devolvidos para que o evento não fosse adiante, mas eles insistiram alegando que havia hotel e som para pagar, só pensaram neles e por cima ainda queriam devolver ao público apenas parte do valor pago, não aceitamos e exigimos a devolução do valor total, revoltado por conta disso, fizeram toda essa tempestade ao anunciarem no palco o cancelamento do show” destacou.
Para finalizar, Acácio agradeceu o carinho dos fãs e desabafou “Quero agradece o carinho dos milhares de fãs que conquistei e venho conquistando por todo Brasil, o verdadeiro fã sabe que o artista também e ser humano, tenho mais de 12 anos de carreira, todos sabem da minha luta, da minha dedicação, simplicidade humildade e seriedade, agradeço a compreensão de todos, bola pra frente quem tem Deus, tem tudo”.

Fonte: Portal de notícias


Acácio se recusa a cantar somente para 300 pessoas em Arací

O cantor Acácio “O ferinha”, natural de Cansanção-BA, hoje é um sucesso absoluto na região e principalmente na Capital Paulista onde com seu carisma e músicas de sucesso ganhou espaço e chegou a se apresentar em Programas de TV de grande audiência como Gilberto Barros, Raul Gil e diversas vezes no Programa do Ratinho, sem falar nos Programas de Rádio de grande audiência como “Mano Veio e Mano Novo” e sempre arrastou multidões pelas principais Casas de Shows da Capital Paulista, mas o sucesso indiscutível do cantor Acácio parece ter subido à cabeça. Em um Show que seria realizado no último sábado (19) na AABB de Araci-Ba, a notícia veio à tona depois que pessoas começaram a divulgar nas redes sociais um vídeo que mostra o organizador do evento explicando o motivo do cancelamento da apresentação do cantor. 

No vídeo dá para ver claramente a ausência de público e o organizador do evento tentando explicar em meio às vaias e xingamentos, que o cantor Acácio havia se recusado a cantar.  Segundo a organização da festa que foi idealizada por “Balbino e Zezinho do Arregaço”, a estrutura estava pronta para o show,  os instrumentos estavam prontos, apenas aguardando os músicos subirem ao palco, porém ao perceber a ausência do público o cantor Acácio teria se recusado a se apresentar para apenas 300 pessoas na cidade de Araci-Ba. A organização pediu desculpas aos fãs que compareceram ao evento pela atitude do cantor e se comprometeu a efetuar a devolução do valor pago nos ingressos. Diante desta situação o público ficou revoltado e prometeu boicotar os próximos shows do artista na cidade e região. "Perdeu 300 fãs" disse um deles em um comentário na rede social.

Mesmo diante da exposição deste fato, nem a produção nem o cantor Acácio se pronunciaram oficialmente para explicar o ocorrido. A falta de público é algo que tem ocorrido nos últimos meses talvez por conta da crise no país. Um fato muito parecido ocorreu esta semana com a cantora Paula Fernandes que teve seu show cancelado na cidade de Vitória da Conquista –BA, também por falta de público, porém foi uma surpresa para os fãs esse ocorrido com o cantor Acácio, pois na sexta feira o cantor fez um show pago na cidade de Euclides da Cunha e foi um sucesso! e a agenda do artista já conta com mais de 20 shows agendados até o mês de novembro em vários estados do Brasil como São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará, Maranhão e Bahia. Lamentamos o ocorrido e esperamos que a Produção e o Artista possam dar uma satisfação aos seus inúmeros fãs, especialmente aos 300 que compareceram ao Evento em Araci-BA.

Veja o vídeo abaixo:



Fonte: MonteSanto.net
Vídeo: Reprodução Facebook

GOLPE DA MÍDIA NA DEMOCRACIA: LIÇÕES QUE A HISTÓRIA NOS MOSTRA


A mídia hegemônica não desiste: vanguardeia o impeachment. Gosta, sempre gostou de golpes. Nunca se acostumou verdadeiramente à idéia de democracia. É bom sempre estar atento à história, às lições da história. Foi parte essencial do golpe de 1954, só abortado pelo suicídio de Getúlio. Fez o que pôde para a desestabilização de Juscelino. Entrou de cabeça na articulação do golpe de 1964, cúmplice inegável de um regime de terror e morte. Foi complacente com a ditadura. E quando sobreveio a vitória de Lula em 2002, a mídia hegemônica sacou as armas todas de que dispõe, abandonando liminarmente os critérios jornalísticos, e passou a combater cotidianamente o projeto político em curso, desprezando as regras democráticas, lixando-se para o Estado de Direito. Haja ou não a proposta do impeachment, tenha sido ou não apresentada, tenha ou não razões para ela, a mídia não tira a palavra impeachment da manchete principal. Leram o Estadão hoje? Nossa mídia quer naturalizar o golpe, quer fazer crer que o tapetão que se pretende tem legitimidade, para além da inegável integridade da presidenta Dilma, que até os adversários reconhecem. Como diria Judith Brito em 2010, já que a oposição é fraca, a mídia deve fazer o papel da oposição, assumir sua feição partidária, nunca negada. A consciência democrática do Brasil não aceita o golpe. Tenha o nome que tiver. Quem quer o governo, dispute eleições. Democraticamente. Golpe, nunca mais!Profº e Secretário do Minicom: Emiliano José

terça-feira, 25 de agosto de 2015

CULTURA TEATRAL- "SONHOS DE UM PALHAÇO" DIA 27 DE AGOSTO EM MACETÉ





Arte e entretenimento.


No dia 27 de agosto  o povo de Maceté vai receber diretamente de Euclides da Cunha a apresentação da Peça Teatral Sonhos de Um Palhaço, uma realização da Companhia Teatral Saída de Emergência em parceria com o coletivo de Jovens. 

O monologo é interpretado por Israel Santana e dirigido por Carlos Carneiro.

Nosso portal que tem por objetivo atuação nas questões de interesse social da nossa comunidade e do município é parceiro da ação cultural e convida todos a assistirem a peça, por entender a sua importância tanto como entretenimento e como ação  de difusão cultural.


Onde: Espaço da Associação/Maceté
Quanto: R$ 3 
Horário: 19H

terça-feira, 21 de julho de 2015

PRECISA DE AJUDA: Jovem de Quijingue cria campanha solidária na web para poder fazer transplante

Até sete meses atrás, o jovem Marcelo da Silva Santos, 24 anos, morador da cidade baiana de Quijingue tinha uma vida normal, porém após sentir um mal estar foi levado até o hospital e acabou sendo diagnosticado com Leucemia, a partir daí o jovem iniciou uma longa e incansável luta pela vida.
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Foram várias quimioterapias, 27 dias na UTI, duas paradas cardíacas e para completar os médicos detectaram uma bactéria que afetou todos os órgãos de Marcelo, seus movimentos foram comprometidos e o mesmo poderá carregar sequelas para o resto da vida. Assim como milhares de nordestinos, o quijinguense é daqueles que não desiste nunca, recentemente surgiu a possibilidade da realização de um transplante de medula em Recife, sem condições financeiras para arcar com as despesas ele resolveu tentar buscar ajuda na internet.
Marcelo criou com o auxilio da família uma campanha no site:www.vakinha.com.br que tem como meta arrecadar R$ 15.000,00 (quinze mil reais)  quantia suficiente para arcar com todas as despesas e tratamento do mesmo.
Como geralmente não se conhece a causa da leucemia, o tratamento tem o objetivo de destruir as células leucêmicas, para que a medula óssea volte a produzir células normais. O grande progresso para obter cura total da leucemia foi conseguido com a associação de medicamentos (poliquimoterapia), controle das complicações infecciosas e hemorrágicas e prevenção ou combate da doença no sistema nervoso central (cérebro e medula espinhal).
11227639_1450509841940230_212840971817307641_nPara alguns casos, é indicado o transplante de medula óssea. O tratamento é feito em várias fases. A primeira tem a finalidade de atingir a remissão completa, ou seja, um estado de aparente normalidade que se obtém após a poliquimioterapia. Esse resultado é conseguido entre um e dois meses após o início do tratamento quando os exames não mais evidenciam células leucêmicas. Isso ocorre quando os exames de sangue e da medula óssea e o exame físico não demonstram mais anormalidades.
Você poderá ajudar com doação Clicando Aqui. No site da campanha tem a opção de gerar boleto de qualquer valor ou doar via cartão de crédito.
Se preferir poderá depositar qualquer quantia na Conta Poupança da irmã de Marcelo:
Banco: Caixa Econômica Federal
Agência: 3201 (Euclides da Cunha)
Operação: 013
Conta Poupança: 20765-1
Vanessa Moura da Silva (irmã)


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sábado, 18 de julho de 2015

Polêmica: Vereador Clóvis recebe intimação por acumulação ilegal de cargos


O vereador Clóvis Cavalcante da Silva foi intimado pela Comissão de Processo Disciplinar para responder ao processo de acumulação ilegal de cargos públicos.

A Comissão de Processo Disciplinar foi instituída pela Prefeitura de Quijingue no dia 17 de Junho para apurar a acumulação de cargos do vereador Clóvis Cavalcante da Silva.

De acordo com a Comissão Disciplinar, Clóvis teria acumulado os cargos de Professor e Técnico na Contabilidade. O que configuraria uma ilegalidade.

Como se sabe, somente após a nova gestão assumir o comando da prefeitura em 2013 é que o também professor passou a assumir seu posto em sala de aula com 40 horas, ou seja antes disso, recebia sem trabalhar?

Outra questão que se precisa levantar, o por que de somente agora que a prefeitura resolveu instaurar a comissão? 

Clóvis tem até dia 19 de julho, amanhã,  para responder à Comissão e a sociedade quijjinguense.


Quijingue.com

sexta-feira, 17 de julho de 2015

" NÃO HÁ VAGAS" JOVENS EXIBEM EM PRAÇA PÚBLICA O FILME QUE RETRATA DESCASO NO CEMITÉRIO DE MACETÉ

O curta metragem de 5 minutos aborda de forma humorada o descaso do poder público com o cemitério de Maceté. Alvo de diversas matérias deste canal e  o problema prevalece.

Construído no início dos anos 60, o cemitério atende diversos povoados da região circunvizinha e passa por situação de péssima conservação, paredes rachadas, insuficiência na capacidade para enterrar corpos, o coveiro muitas vezes é obrigado a retirar restos de outros corpos, como já nos afirma,Jonas.



A população sempre se manifestou sobre o descaso e cobra das autoridades uma solução, nunca o poder público se manifestou sobre o caso. Neste sentido é que os jovens atores usaram o tema para denunciar e exigir solução. Nosso canal parabeniza os jovens pela criatividade.

Assista o vídeo Aqui


quinta-feira, 11 de junho de 2015

Convite da prefeitura: Audiência pública sobre o plano municipal de educação

A Secretaria de Educação de Quijingue convida a população em geral para a audiência pública sobre o Plano Municipal de Educação, a ser realizada no dia 13 de junho no CEAQ, as 09 h.


quarta-feira, 10 de junho de 2015

Política e poder em Quijingue na ótica de Maquiavel

Por Bruno Maceté



Nicolau Maquiavel é considerado o pai da ciência política moderna, ele pensou a política  na sua pratica como ela é  ao contrario de como deveria ser, inaugurando assim uma nova era em nossa ciência.

Ele desenvolve um pensamento expresso no livro "O príncipe", o qual se tornaria o livro de cabeceira dos políticos como dizem os autores, mesmo que tenham usado seu pensamento de  forma distorcida usando apenas a primeira parte, a conquista do poder.

Tendo o PODER  como  tema central da obra, Maquiavel vai afirmar que o grande governante não é aquele que conquista o poder, mas sim aquele que conquista e mantém, manter não de forma tirânica naquela época  ou de forma que cause desgaste a sociedade em dias atuais, mas sim de forma que o lavasse a conquista da glória, respaldo popular, esse que viria fruto do reconhecimento da população pelos seus feitos na sociedade, podemos dizer atualmente ampliando a cidadania da população.

Maquiavel expressa que para o governante conquiste  o poder e a glória, este precisa ter capacidade de lhe dar com dois aspectos decisivos, a virtú e fortuna.  Virtú, entendida como   habilidade, astucia de conduzir politicamente um governo ou projeto político e tomar decisões coerentes, bem sucedidas  que se colocam de formas  inesperadas na contingência política e imposta pela fortuna, o acaso que pode vir a ser sorte ou não.

A fortuna pode estar favorável em algum momento, mas isso não garante sua permanência, se não houver virtú por parte do governante este não conseguirá ultrapassar os momentos difíceis, fruto da falta de sorte imposta pela fortuna ou ausência de virtú.

Diante disso, como pensar a política em Quijingue sob a ótica maquiaveliana, e como o atual governo tem se relacionado com a virtú e a fortuna.

É certo que  com o histórico que Quijingue vivia, o momento da tomada do poder liderado pelo grupo de oposição em 2012, contou com a fortuna, entendida ai como um contexto socio-político favorável a sua chegada ao poder, fruto da insatisfação coletiva diante dos poderes constituídos anteriormente. Podemos dizer que o grupo aproveitou bem esse momento e conseguindo chegar ao poder, mas  não só por suas capacidades, mas também por incapacidade de permanecia do adversário.

Segundo Maquiavel, um bom governante pode ser analisado pelo reconhecimento que o povo lhe credibiliza, pela  sua capacidade de se perpetuar no poder e conquistar honrarias dadas pelo próprio povo como forma agradecimento pelos feitos.

Em Quijingue o que pensar na ótica de Maquiável sobre um governo que conquistou o poder, tendo conseguido a junção virtú coletiva  e a fortuna, (virtú  coletiva no sentido  de que a conquista não partiu de um príncipe como em Maquiavel , nem de um líder) mas  sim de uma coletividade insatisfeita e que colocava a necessidade de  alternância de poder, a qual foi liderada pelo atual prefeito.

Neste sentido, podemos pensar que o atual governo teve maior fortuna ao seu lado no primeiro momento quando conquistou o poder, mas diante das dificuldades que vem sofrendo, vem lhe faltando  virtú para conduzir o processo político de governo.
Não há liderança individual ou grupal clara que direcione o projeto para algum lado ( se é que existe projeto),  que  aponte e trilhe caminhos  propositivos e que afirme diante dos que compõem o governo  os  objetivos a alcançar e que construa os meios para os fins desejáveis.

Diante da fraqueza na condução política atual  fica aberta a possibilidade  da fortuna se colocar do lado adversário, e podendo tomar o poder que este deixará vago, vago pelo fato de que se o poder   vir a ser conquistado pelos adversários, não será conquistado por Virtú adversária, mas sim falta de virtú do atual governo  em não saber aproveitar a oportunidade de fazer uma nova história digna em Quijingue a qual se dizia discursivamente.

Nestes anos de governo, o que se ver é uma fragilidade de ordenamento político seja fruto das dificuldades da máquina  ou incapacidade do gerenciamento político seja pelos lideres maiores, ou pelo corpo político geral.
Nesse clima de instabilidade gerada pelo próprio governo, abre brecha para a fortuna se colocar no lado oposto, 2016 é logo ali.  Se ver que  oportunidade semelhante será difícil encontrar caso percam o poder, Maquiavel precisa ser relido com mais atenção caso queiram manter no tão cobiçado posto de poder.





sábado, 6 de junho de 2015

“Não há Vagas” Jovens produzem filme sobre o descaso no cemitério de Maceté



Jovens de Maceté narram através de filme a situação precária que se encontra o cemitério da comunidade. Confira o filme Aqui

Construído no início dos anos 60, o cemitério atende diversos povoados da região circunvizinha e passa por situação de péssima conservação, paredes rachadas, insuficiência na capacidade para enterrar corpos, o coveiro muitas vezes é obrigado a retirar restos de outros corpos, como já nos afirmou, Jonas.

Nosso blog já fez diversas postagens demonstrando a péssima condição que se encontra o cemitério, tanto ainda na gestão do ex Prefeito Joaquim como a atual de Almirinho, o fato é que a população continua a clamar por solução, veja os links abaixo.


No sentido de reivindicação é que os jovens usaram o humor para denunciar o descaso, o filme é resultado da Oficina Audiovisual realizada na comunidade inicio do mês de março, a qual foi financiada pelo Edital calendário das Artes, Funceb/Secult. 

Confira outro link do filme Aqui


Elenco- Jaciara Passos, Eduarda Moura, Danrley Gomes, Vitor Aleixo, Kleomar Motta, Felix Motta, Camila e Marilia Alves.
Oficineiros – Danilo Umbelino e Bruno Maceté.





    

sexta-feira, 29 de maio de 2015

A comunidade de Maceté resgata sua história: 122 Anos da passagem de Antônio Conselheiro

fogo (1)

Este ano, o Fogo de Maceté foi com chuva. Muita chuva. Um motivo a mais para celebrar os 122 anos da passagem de Antônio Conselheiro pelas terras da comunidade que dá nome ao evento.
Estávamos no povoado Maceté, município de Quijingue, mais precisamente na Escola Municipal Tertuliano da Silva. Dia 23 de maio (sábado) era o segundo dia da programação e a agenda cultural diversificada estava lotada.
Durante os três dias do evento, o local recebe visitantes de diversas comunidades e cidades vizinhas. A presença de jovens é marcante e não é difícil logo descobrir o porquê: tudo por aqui é organizado pelo Coletivo de Jovens.
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Representante da BF fala sobre a proposta da visita
Este ano, o Fogo de Maceté contou com uma visita, digamos, diferenciada. Bernardo Carvalho é fotógrafo, membro da BrazilFoundation, organização internacional que apoia iniciativas do Coletivo Regional Juventude e Participação Social, e veio dos Estados Unidos para registrar imagens e colher depoimentos de jovens sobre o impacto e transformação que o Coletivo tem na vida de cada um.
O dia começou com a apresentação do documentário Ser-Tão Quijinguense, uma crítica a respeito da reforma da Praça Tiradentes, localizada no centro da cidade de Quijingue, e que, segundo relatos de moradores, está desconfigurando a história do local, sobretudo pela derrubada de árvores históricas e mudanças na arquitetura original do coreto, construção que é marco da história da pacata cidade.
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Eduardo, membro do Coletivo de Euclides da Cunha
Frente aos cliques do fotógrafo brasileiro com sotaque nova-iorquino, resultado dos longos anos de vivência no país norte-americano, alguns jovens relataram as mudanças que o Coletivo os proporcionou. Eduardo Damasceno, jovem, agricultor familiar da cidade de Euclides da Cunha foi certeiro com as palavras, as quais denotam vasta experiência de luta com movimentos sociais. “Estou desde 2008 no CRJPS e digo que sessenta por cento da minha formação política foi o Coletivo que me ensinou”.
Um pouco depois é possível pescar na fala de Paulo Abreu, jovem da comunidade de Algodões (Quijingue), o resumo do seu sentimento de integrar o Coletivo Regional. “A partir do momento que eu conheci, eu me apaixonei”.
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Jovem sempre destaca origem indígena
Mas talvez uma frase do índio Adelson Reis, que viajou muitos quilômetros de estrada de chão e tantos outros sobre o asfalto, aponte uma das diretrizes principais do CRJPS. “O Coletivo me abriu várias outras oportunidades. Eu dedico todas as minhas vitórias, todas as minhas conquistas ao Coletivo”.
No dia 26 de maio de 1893, a comunidade do Maceté foi palco de um violento combate entre os seguidores de Antônio Conselheiro e a força policial do Estado da Bahia. Dos dois lados, muitos morreram. O Fogo de Maceté, também chamado de “Fogo do Viana”, tem o objetivo de lembrar essa data pela importância do episódio histórico, e é um momento oportuno, também, para disseminar entre os jovens a verdadeira história sobre a Guerra de Canudos. Essas informações foram confirmadas pelo jovem Bruno Maceté, filho da terra e pesquisador do tema.
fogo (8)
Bernardo realizou entrevistas com diversos jovens do CRJPS para mapear as mudanças a partir do projeto
Bernardo, o brasileiro com sotaque nova-iorquino, gostou do que viu. Acostumado a fotografar e registrar depoimentos de integrantes de diversos projetos apoiados pela BrazilFoundation, ele disse que o trabalho desenvolvido pelo CRJPS faz uma grande diferença na sociedade. Recebeu das mãos de uma jovem uma camisa do evento e foi obrigado a inverter de lado. De fotógrafo, passou a ser fotografado.
fogo (6)
Jovem do Maceté entrega camisa do evento para Bernardo
A luta do Maceté ainda não terminou. Cessou o fogo, mas os gritos da comunidade ainda ecoam por melhoras. E como arma de fogo é proibida, a juventude, que assume a linha de frente nessas novas batalhas, lança mão de outro artifício para provocar o poder público: a arte. “Não há Vagas” é um documentário, uma produção bem humorada que retrata o problema da superlotação do cemitério da comunidade. O curta é resultado de uma oficina de audiovisual desenvolvida este ano com jovens de algumas comunidades do município.  A coordenação e execução das oficinas foram de Bruno Maceté e Marcos Leone, dois jovens frutos do Coletivo Regional Juventude e Participação Social.
A paisagem da Serra de Algodões, também chamada de Serra de São Sebastião, ilustra outro documentário produzido durante a oficina e intitulado como “Aos Pés da Serra”. O vídeo mostra Adriano Mota, artesão e morador, relatando as impressões e a relação dele com o local, de onde ele diz extrair a matéria prima para realizar seu trabalho.
fogo (2)
Redução da maioridade penal e depressão foram temas de debates entre os jovens
Ao final da tarde, o frio que agraciava o espaço do evento foi amenizado com um debate caloroso e enriquecedor sobre a redução da maioridade penal. A discussão foi conduzida por Dailson Andrade, membro da coordenação do CRJPS. A psicóloga Gilma Reis, egressa do Coletivo de Jovens da cidade de Araci, coordenou uma discussão sobre depressão, o mal do século XXI, tema que despertou a atenção e participação de todos os jovens durante a rodada de diálogo.
fogo (11)
Cia teatral de Canudos trouxe o espetáculo para o Maceté
À noite, crianças, jovens, adultos e idosos lotaram o espaço da escola para assistirem a encenação da peça Melelego, da Companhia Teatral de Canudos, e que retrata a história da Guerra de Canudos de uma forma que não fora contada nos livros de História. A título de curiosidade, melelego é um prato típico da cidade histórica de Canudos, similar a uma feijoada.
Com o fim da apresentação teatral, a praça principal do Maceté se transformou num grande palco a céu aberto para receber o grupo local de reisado. A partir daquele momento, o frio era imperceptível e a garoa não incomodava, mas agraciava todo aquele povo alegre, que cantava e dançava divertidamente.
Josevaldo Campos
Redação Portal Tucano

segunda-feira, 18 de maio de 2015

122 ANOS DO FOGO DE MACETÉ- PROGRAMAÇÃO NOS DIAS 22,23 E 24



A comunidade de Maceté se prepara para a celebração da passagem de Antônio Conselheiro pelo povoado a qual marca sua  história. Dia de 26 de maio de 1893, conselheiristas armados de espingardas de caça, foice, facão e muita bravura enfrentaram o ataque policial composto por 35 soldados que fora enviado para massacrar os sertanejos. Estando em processo de rezas proferidas pelo Beato, o povo é atacado e resistem bravamente causando a fuga dos soldados, o saldo negativo foi a ocorrência de várias mortes.

Durante alguns anos, desde 2007 diversas atividades foram realizadas em prol do resgate histórico  e sua importância para a memoria da comunidade e do município de Quijingue.   Há três anos, as realizações tem sido organizadas constantemente de forma diversificada  tendo diversas parcerias importantes.

Este ano de 2015, na celebração do 122 anos do Combate, será lembrado o centenário do professor José Calasans, falecido em 2001.

Calasans é considerado um dos maiores estudiosos do Brasil na temática da guerra de Canudos, consequentemente teve sua grande contribuição com os estudos sobre o histórico combate em Maceté. O professor é um dos responsáveis por evidenciar e registrar em livros sobre os aspectos mais intrínsecos relacionados ao combate como informações sobre o Viana, e demais relatos conhecidos por todos nós.

Este ano, em parceria com a prefeitura de Quijingue uma programação diversificada está sedo organizada para acontecer em Maceté, entre os dias 22 e 24.