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quinta-feira, 9 de agosto de 2012

APAGAMENTO DA HISTÓRIA E MEMÓRIA DO POVO DE MACETÉ

Maceté faz parte do trajeto percorrido por Antônio Conselheiro e seus seguidores, sendo nesta comunidade no ano de 1893, local onde ocorreu o primeiro confronto armado entre policiais baianos contra Conselheiro e seus seguidores. Este fato está registrado em um dos maiores classicos da literatura brasileira o livro "Os Sertões" de Euclides da Cunha. 
Na foto uma  antiga placa que simbolizada a passagem e o confronto ocorrido em Maceté, porém essa placa foi retirada do local no ano de 2010 para construção de uma tal praça, onde essa praça a meu ver, nos moldes que foi feita, só serve para os jovens jogarem bola e servir como o "pista mobilistica" sendo usada pelos motoqueiros para demonstrar a potençia das suas motos, sendo perigoso acidentar crianças e outras pessos que andam.
A praça é importante, porém não é dessa maneira que se trata das questões históricas e culturais de um povo, é lamentável saber que é assim que o poder publico de Quijingue trata as questões  histórias e culturais do nosso povoado, sendo que também não há respeito pessoas pessoas da comunidade que admiriam e se reconhecem como membros da história dos nossos antepassados.

lamentável poder público, prefeitura, vereadores que de maneira criminosa tentam apagar a história do nosso povo, porém lhes afirmo que não irão conseguir.


Por: Bruno Maceté

segunda-feira, 28 de maio de 2012

Cordel: Maceté um povoado no seio do sertão

Por: Antônio Barreto


















Peço aos anjos lá do Céu
Muita força e inspiração
Para construir meus versos
E fazer uma louvação
A um belo povoado
Bem no seio do sertão.

Um pedaço do sertão
Onde tem gente de fé
Pertencente à Quijingue
Todos sabem que ele é
Terra de um povo valente
Que se chama Maceté

Maceté é um povoado
Do Estado da Bahia
Que num passado distante
A Tucano pertencia
Mas agora é Quijingue
Que tem a soberania.

A duzentos e oitenta
Kilômetros de Salvador
Maceté, que é da paz,
Merece o nosso louvor
Que até pra Conselheiro
Foi um lar confortador.

Os primeiros habitantes
Desse belo povoado
Foram índios sertanejos
Povo sempre explorado
Pelos homens litorâneos
Naquele tempo passado.

A palavra Maceté
Foi o índio que criou
Isto é “terreno rústico”
Que a história registrou.
Esse dado é importante
Que a tradição guardou.

Outra coisa importante
Que precisa ser lembrada
É que Maceté já foi
A Lagoa Encantada
Devido a sua beleza
Nas cheias de trovoada.
 
Com a extinção indígena
Feita por exploradores
Começou o surgimento
Dos primeiros moradores
Era gente bem humilde
Formada por lavradores.

Os primeiros moradores
Foram Arcanja e seu irmão.
Os Bimbas e Cordolinos
Prosseguiram na missão.
Gabriel, Manoel Correia
Também nessa relação.

Daí então foi surgindo
A construção das casinhas
A população crescendo
Como crescem as plantinhas
E chegando muita gente
Daquelas terras vizinhas.

No ano noventa e três  (1893)
Ocorreu um grande fato
Pois Antonio Conselheiro
Teve ali um bom contato
E o povo de Maceté
Acolheu nosso beato.

Na casa do Seo Viana
Conselheiro se hospedou
E com muita gente ali
O beato dialogou
Mas logo veio a notícia
Que a policia ali chegou.

Soldados de Salvador
Atacaram Conselheiro
Porém todos os fiéis
Do nosso santo guerreiro
Enfrentaram os soldados
E foi grande o entreveiro.

Aqueles homens guerreiros
Armados de foice e facão
Enfrentaram a polícia
Com bravura e união
E mataram três soldados
Do famoso pelotão.
 
Foi a primeira batalha
De Antonio Conselheiro
Conforme diz “Os Sertões”
Este livro alvissareiro
Em que Euclides da Cunha
Explica todo o roteiro.

Depois desse acontecido
Nas terras de Maceté
O nosso grande beato
Retirou-se, deu no pé
Indo então para Canudos
Prosseguir na sua fé.

Outro fato que a história
Não pode nunca esquecer:
A presença do cangaço
Que todos devem saber
Na querida Maceté
Que agora vou dizer...

No ano de vinte e nove  (1929)
Por lá passou Lampião
Que ficou bem hospedado
Na casa do bom irmão
Que se chamava Cazeca
Homem de bom coração.

O povo de Maceté
Virgulino respeitou.
A visita foi pacífica
E ninguém se incomodou.
Quando Lampião partiu
Teve gente que chorou.

A seca de trinta e dois (1932)
Fez o povo então sofrer.
Disse então Seo Joaquim
Que para sobreviver
Até carniça e raiz
Ele teve que comer.

Os animais a morrer,
Uma seca de arrasar.
Dizem que choveu pesado
Sete dias sem parar
Mas quando parou a chuva
Houve festa no lugar.
  
Essa terra promissora
Agora vem progredindo
E muita gente importante
Por aqui contribuindo
Dessa forma Maceté
Segue então evoluindo.

Nossa professora Cota
De Maceté natural
Retornando de Araci
Pôde mostrar seu aval
Implantando em sua terra
O ensino fundamental.

Os prefeitos de Quijingue
Dão sua contribuição.
Alguns esquecem daqui
Mas outros eu sei que não.
Deve então fazer o povo
Muita reivindicação.

Um filho de Maceté
Que se chama Floriano
Sendo prefeito em Quijingue
Junto ao governo baiano
Trouxe muitos benefícios
Para o progresso urbano.

Ele foi um soberano
Que teve boa vontade
De colaborar bastante
Com o progresso da cidade.
Agora os outros prefeitos
Devem dar continuidade.

Uma terra promissora
De gente muito aguerrida
De agricultura fértil
E bastante abastecida
Jamais poderá ficar
Isolada e esquecida.

Não devemos esquecer
De Henrique Valentino
Um filho de Maceté
De coragem e muito tino
Que deu entrevista à VEJA
Com clareza e refino.
 
Esse belo povoado
Já desponta no cenário
Porque já existe agora
Um belo documentário
Onde o Bruno Maceté
Foi o grande visionário.

Um documentário fértil
Que foi feito em parceria
Com Danilo Umbelino
Que também teve autoria
Exaltando Maceté
Com grandeza e maestria.

No documentário vemos
Maceté com emoção
Na fala de Manoel Neto
E Maria Ascenção
O jovem José Felipe
E outros na relação:

Jorge Costa, José Hildo
Juca, Joaquim Moreira
Clóvis, Pedro, Manoel
Benigno, Mateus Ferreira
Maria da Soledade
Rivelino na soleira...

Divulgando Maceté
Com carinho e com afeto:
Fábio Paes, Antonio Olavo
Miguel Teles, Manoel Neto
Gereba, Roque Araújo...
Um grupo mais que seleto !

A Patuta e a Gum
Quero parabenizar !
E ao povo de Maceté
Que nasceu para brilhar
Espero que nesta vida
Nunca deixe de lutar.

Barreto aqui finaliza
Com alegria e emoção
Desejando a essa gente
Valorosa do sertão
Muita paz, muita saúde
E amor no coração.
         
 FIM

Planeta Terra, 25/05/2012